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Conheça os três tipos de acessos vasculares e os cuidados necessários para mantê-los higienizados

Os acessos vasculares desempenham um papel fundamental para a hemodiálise. Isso acontece porque essas vias possibilitam a adequação do fluxo de sangue ao tratamento. Assim, pacientes com doença renal necessitam possuir um dos tipos disponíveis de acessos para a realização das sessões sem complicações.

Tipos de acessos

Regina Alves, Gerente Nacional de Enfermagem da Fresenius, explica que a fístula arteriovenosa (FAV) é o acesso vascular permanente mais comum e também o mais seguro para os pacientes em tratamento dialítico. Porém, há também a prótese artereovenosa (PTFE) e os cateteres duplo lumen (permanentes ou temporários).

A fístula arteriovenosa é uma ligação entre uma artéria e uma veia feita artificialmente através de um pequeno procedimento cirúrgico. Como a artéria recebe o sangue do coração, essa conexão faz com que a veia armazene muito mais sangue  e fique forte o suficiente para ser puncionada várias vezes, o que possibilita o fornecimento do volume necessário para a hemodiálise.

“Após confeccionar a FAV, é necessário aguardar o tempo de maturação, que varia de quatro a doze semanas”. A executiva alerta que usá-la de forma imatura pode acarretar complicações,  além  do risco de reduzir o tempo de vida desse tipo de acesso.

Uma alternativa à fístula é a prótese arteriovenosa. Assim como o método tradicional, esse tipo de acesso também liga a artéria à veia, porém, a conexão ocorre por meio de um material sintético. Após o procedimento cirúrgico, podem ser necessárias três a quatro semanas até que a prótese possa ser utilizada para o tratamento.

Implementado diretamente na veia, o cateter duplo lumen possui duas vias. A primeira é a arterial, que permite a saída do sangue para o dialisador, já a segunda, chamada de  venosa, sendo a via pela qual o sangue retorna ao paciente após ser dialisado. “O cateter possui um risco maior de infecção, desse modo, o seu tempo de uso deve ser o menor possível”, sinaliza Regina.

Cuidados

Fístula e prótese arteriovenosa

Na clínica de diálise, fique atento ao passo a passo:

  • Lavar o membro onde está localizada a FAV com água e sabão antes da punção;
  • Ao retirar as agulhas, comprimir levemente o local com  gaze por alguns minutos antes do curativo final;
  • Realizar o curativo final.

Em casa:

  • Manter os cuidados de higiene;
  • Proteger a fístula de possíveis lesões;
  • Não permitir coleta de exame laboratoriais nesse acesso;
  • Evitar comprimir o local. Ex: não aferir a pressão no membro que possui a FAV;
  • Palpar para sentir o frêmito – vibração decorrente do fluxo de sangue – diariamente.
  • Observar, principalmente, a presença de edema (inchaço no membro do acesso vascular), sinais  de infecção ou alterações na consistência (endurecimento), temperatura (aumento de calor) ou mudança na cor da pele. Caso identifique algum desse sinais, entre  em contato com sua unidade.

Cateter Duplo Lumen:

  • Não molhar ou manusear o cateter em casa.
  • A equipe da clínica realizará os curativos e a avaliação do acesso antes de cada tratamento. O paciente deve seguir as orientações dos profissionais de saúde e manter cuidados de higiene.
  • Qualquer sintoma, como dor no local ou febre, comunique imediatamente a clínica.

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