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Nefrite lúpica: como o Lúpus pode afetar o rim

Lúpus é uma doença inflamatória autoimune que não tem cura, mas que pode ter controle através de medicamentos, mudança de hábitos e acompanhamento nefrológico, com alvo na remissão do quadro de atividade renal. Atualmente, as pesquisas indicam uma maior prevalência entre mulheres, principalmente entre 15 e 45 anos, porque nessa faixa etária os hormônios têm mais atuação. Em alguns pacientes, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode causar lesões nos chamados órgãos alvos, como sistema nervoso, coração, pulmões, rins e articulações. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os rins podem ser afetados pela doença, causando desde alterações urinárias mínimas até a insuficiência renal, conhecida como nefrite lúpica. Esta pode ser classificada em seis tipos e, de acordo com a nefrologista Ângela Santos, Diretora Médica da Uninefron, é importante fazer a biópsia do rim (retirada de minúsculo pedaço de tecido renal para exame anátomo-patológico), o que indicará com segurança e eficiência o melhor tratamento para cada paciente. 

A especialista alerta, ainda, que em alguns casos, a nefrite lúpica pode evoluir para insuficiência renal crônica, quando tratamentos imunossupressores não conseguem deter o processo inflamatório de atividade. 

“Nesses casos, para garantir uma maior preservação da função renal, é possível orientar o tratamento conservador através da dieta específica e controle rigoroso da pressão arterial, que serão aliados para lentificar a progressão da doença renal crônica para uma fase em que a diálise seja imprescindível. Vale ressaltar que a experiência comprova o êxito da diálise e do pós-transplante, que possibilita uma boa qualidade de vida às pessoas que convivem com o Lúpus”, afirma.