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Gravidez e transplante renal bem-sucedidos marcam história de paciente da Fresenius

Doença renal, gravidez e transplante. Esta foi a tríade vivenciada por Iraci Pinheiro, que deu início à hemodiálise com apenas 12 anos de idade.

A estudante que frequenta o Instituto de Nefrologia e Diálise (INED) há quase duas décadas, em janeiro deste ano, realizou o transplante de rins, em São Paulo.

A mãe do Levi, hoje com 4 anos, conta que engravidar em meio ao tratamento de diálise foi um grande desafio, mas com a ajuda dos profissionais de saúde do INED conseguiu levar a gestação adiante de forma saudável. “Durante a gravidez, a equipe médica me deu muito suporte. Até um chá de bebê fizeram. Me senti muito bem acolhida”.

Na visão da Dra. Cacia Matos, Coordenadora médica de diálise peritoneal, o envolvimento da equipe foi total no sentido de apoiá-la e de viabilizar sessões diárias de hemodiálise ao longo de toda a gestação, ainda que esta rotina não fosse coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Após o nascimento do seu filho, Iraci entrou na fila do transplante e precisou aguardar por dois anos e meio. Neste meio tempo, foi chamada por duas vezes, mas não houve compatibilidade em ambas as tentativas. Na terceira vez, o órgão de um doador falecido foi compatível e, passados aproximadamente três meses do procedimento, a jovem, agora, com 30 anos, está em período de adaptação. “Estou me adequando bem ao tratamento. Já posso beber água e comer normalmente”.

A cada quinze dias, faz consultas ambulatoriais no hospital onde realizou o procedimento. Devido à pandemia da COVID-19, ela conta que sai de casa apenas para esse compromisso e redobrou os cuidados de higiene. Pelo fato de ser recém-transplantada está inserida no grupo de risco da doença, de acordo com Ministério da Saúde.

Após passar pela experiência, a paciente entende que é preciso ter resiliência e pensamento positivo. “O transplante é um tratamento alternativo. Assim como todos os processos, existem altos e baixos. Como no meu caso, tive duas rejeições, mas consegui vencê-las. É viver um dia de cada vez”, conclui.