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Cuidados com o cateter venoso central

Cateter venoso central

O cateter venoso central, um tipo especial de cateter intravenoso, é indispensável nas unidades de diálise. Alguns pacientes começam a hemodiálise sem acesso vascular definitivo (fístula arteriovenosa ou prótese) e, nestes casos, são utilizados cateteres venosos centrais (CVC). O CVC pode ser temporário, é instalado por punção venosa direta e consiste em um tubo flexível com duas luzes internas. Uma para aspirar o sangue e outra para devolver o sangue. Estes cateteres são normalmente utilizados por curtos períodos, em situações de urgência, em hemodiálises na insuficiência renal aguda e enquanto são confeccionados os acessos venosos definitivos. No CVC dito permanente, o tubo é mais flexível, é instalado numa pequena cirurgia com um túnel subcutâneo maior e tem um ou dois “cuffs”, que ficam neste túnel, para dificultar, depois da cicatrização (encapsulamento), as ocorrências de infecções nas entradas dos cateteres pela pele. Podem ser utilizados por um período maior, até um a dois anos.

Por que um CVC é necessário?

Se os vasos sanguíneos de um paciente estiverem muito danificados ou se forem muito frágeis, não sendo possível a criação de uma fístula nativa ou instalação de uma prótese, pode ser instalado então um CVC permanente. Se um cateter venoso central for a única escolha para seu tratamento de hemodiálise, um médico ou cirurgião vai inseri-lo numa veia central, que pode ser uma veia jugular (no pescoço), uma veia subclávia (no peito), ou numa veia femoral (na virilha).

Os cateteres venosos centrais oferecem um acesso imediato ao sistema sanguíneo. Os pacientes com CVC podem mover braços e mãos livremente durante a diálise e as picadas da agulha são evitadas. No entanto, podem ocorrer várias complicações a longo prazo dos cateteres, como estenoses (estreitamentos) ou tromboses das veias, especialmente naqueles que são colocados na veia subclávia, mas também ocorre nas outras veias. O CVC também representa um risco bem maior de ocorrências de infecções na corrente sanguínea, principalmente nos temporários, mas também ocorre nos permanentes e, pela própria presença deste corpo estranho dentro da veia por longo tempo, aumentar a microinflamação no organismo e, assim, estimular o desenvolvimento de aterosclerose e arterioesclerose. Os pacientes também precisam ter mais cuidado com a sua higiene diária se as suas atividades de lazer implicarem nadar ou tomar banho de mar, piscina ou cachoeira. Frequentemente o CVC faz com que seja difícil obter fluxos sanguíneos adequados para o paciente, o que pode afetar a eficácia da remoção de suas toxinas na hemodiálise.

Cuidados com o CVC

Os cuidados com o CVC são, geralmente, de responsabilidade dos enfermeiros. Dependendo do tipo de curativo utilizado, o local de saída do cateter precisa ser higienizado em cada tratamento de diálise ou uma vez por semana. O enfermeiro tem de usar equipamentos de proteção individual e o paciente deve usar uma máscara, enquanto o curativo estiver sendo realizado e em qualquer momento quando o cateter for aberto, tal como acontece durante os procedimentos de conexão e desconexão.

As suturas de fixação nos cateteres não encapsulados (temporários) devem permanecer no seu local durante o tempo em que o cateter estiver inserido.